Sexta-feira, 15 de Janeiro de 2010

Confraria da água homenageou Narciso Lopes em noite de gala e de solidariedade

in "O Figueirense"

 

Natural de S. Xisto, uma pequena aldeia do concelho de S. João da Pesqueira, Narciso Lopes nasceu numa família pobre, mas a vontade de crescer e singrar na vida falou mais alto. Actualmente, é proprietário de uma das empresas pioneiras na reciclagem de plásticos, sedeada em Estarreja, tendo amigos nos quatro cantos do mundo. Defensor acérrimo dos produtos nacionais, onde quer que vá leva sempre consigo vinho, azeite ou ovos-moles, para oferecer sem nada esperar receber. A solidariedade é uma das suas características, uma vez que está sempre pronto a ajudar. Fundador e presidente da Confraria Gastronómica “O Rebelo”, Narciso Lopes é confrade em 18 confrarias nacionais e internacionais, sendo confrade Leónis – título máximo – da Confraria da Fogaça, de Santa Maria da Feira.

“Narciso Lopes é um homem que granjeia muitas amizades, um homem amigo do seu amigo. É o homem que faz concorrência ao Pai Natal: das suas mãos vem sempre um maravilhoso vinho ou azeite. Enfim, é um homem que dá sem nada esperar receber”, destacou Margarida Amorim, chanceler da Confraria da Água - Associação de Provadores de Água de Portugal, instituição que distinguiu e homenageou Narciso Lopes, na gala realizada no Casino Figueira no passado sábado.

O evento contou com a participação de centenas de amigos e confrades do homenageado, numa noite recheada de emoções, onde a solidariedade não foi esquecida. Visivelmente comovido, Narciso Lopes agradeceu esta “homenagem muito sentida”, bem como a presença de “toda a família confrádica”. “Dêem-me flores enquanto for vivo. Fazer uma homenagem a título póstumo não vale a pena”, referiu, após ter sido entronizado como Confrade Honorário da Confraria da Água.
Um milhão de abraços. “Quem conhece o Narciso sabe que aquele sorriso esconde um coração de oiro”, disse um dos elementos da Confraria da Carne Barrosã, no momento em que várias confrarias subiram ao palco do Salão Caffé para, assim, prestarem homenagem a Narciso Lopes. “Não queremos que se pense que as confrarias só representam uma reunião com garfo, as confrarias têm também um aspecto social e de incremento da amizade”, disse Margarida Amorim a propósito do carácter de solidariedade presente nesta gala.  Assim, uma parte do valor apurado do jantar – com um custo de 35 euros por pessoa – reverteu a favor de duas Instituições Particulares de Solidariedade Social: “Florinhas do Vouga”, uma instituição sedeada em Aveiro que presta apoio aos sem-abrigo e aos mais desfavorecidos, e a “Obra de Frei Gil”, uma instituição que acolhe crianças e jovens em risco social. Margarida Amorim entregou, simbolicamente, um cheque de 1 milhão de abraços a cada uma das instituições.

 

No decorrer deste evento foi ainda realizado um leilão, tendo o valor angariado revertido, também, para estas duas instituições. Das quatro peças leiloadas destacou-se uma tela a óleo do século XIX, de autoria de um pintor francês, em que a base de licitação foi de mil euros. No entanto, e por se tratar de uma causa de solidariedade, Narciso Lopes redobrou este valor, arrebatando esta peça de arte por 2040 euros. O valor total deste leilão de solidariedade rondou os cerca de 2500 euros. “Pela lei do mecenato, gosto que os nossos grandes industriais ajudem as associações e colectividades que apoiam os pobres e os mais desfavorecidos. É um dever nosso enquanto membros de uma sociedade”, disse o homenageado em declarações aos jornalistas.

 

Iguaria dos deuses. Ao completar 62 anos de vida o homenageado foi surpreendido com o tradicional bolo de aniversário, seguido dos “parabéns a você”. Mas o aniversariante reservava, também, uma surpresa para todos os presentes: no final do jantar foi servido um Vinho do Porto fino com 62 anos (a sua idade), “uma verdadeira iguaria dos deuses”, destacou um dos muitos convidados desta gala.

Raquel Vieira

 

publicado por ConfrariaDaAgua às 22:44
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